Monday, May 08, 2006

 

A MAFIA EXISTE ? (NA ITÁLIA, CLARO!)

A primeira vez que vi um filme pornográfico estava eu no Luxemburgo. (Um momento, por favor, vou ligar o aparelho de televisão. É que é dia da Fátima Campos Ferreira aparecer e eu gosto muito da sua plástica. Passada um pouco pelo tempo, mas mulher bonita. Pronto! Oh, diacho! Um António Vitorino na pantalha. A minha noite está estragada. O baixinho que comprou um monte no Alentejo - e que por via disso foi demitido ou demitiu-se do cargo político que detinha aquando do negócio - bota faladura. Altos decibéis, baixos centímetros. Tirei-lhe o som. Volto as costas para o televisor e toca a escrever no meu blogue. Só voltarei a olhá-lo (televisor) quando a Fatinha aparecer de novo (esta intimidade justifica-se por ela entrar na minha casa sem pedir licença. É só tocar no botão do controlo à distância...) ... Claro que visionar um filme porno na altura do Estado Novo era de todo impossível. Não é preciso explicar das razões de tal proibição. Porém, havia compensações. Podíamos apreciar e comer ao vivo no Bairro Alto, e por três moedas de prata de cinco escudos cada, coisas muito melhores. Em São Miguel, Açores, também havia postos de diversão oficialmente controlados. Depois de ter visto o filme em questão - rodado em alemão, por isso mesmo não percebi o enredo - resolvi ir a outra casa de espectáculos apreciar "O Padrinho I" que tinha como principal protagonista Marlon Brando. Anos mais tarde é que me apercebi das implicações da organização conhecida por Mafia no mundo. A leitura ajudou-me imenso. Sobretudo quando a Mafia ajudou os Aliados contra as tropas de Hitler e isso foi tornado público. De livro em livro, de episódio em episódio, hoje posso dizer que possuo mais elementos substanciais e culturais em relação aos primeiros contactos que com aquela instituição tive. (Contactos televisivos. Tenha calma leitor!) Também vi "Padrinho II e Padrinho III". Para encurtar este texto vou directamente ao assunto. É que ultimamente dá-me para fazer como os escritores. Paciência! Paciência tenham os leitores, porque eu estou bem comigo mesmo. Só tenho saudades do Bairro Alto ... A Itália que eu julgava ter um Estado só. Afinal tem dois. Isto é, a Mafia é também um Estado. E até há pouco tempo as relações entre ambos eram do domínio público. Não digo isto da minha cabeça. Isto está escrito e dramatizado em filmes e relatórios. A própria Igreja de Roma a teve (Mafia) como aliada em negócios de contrução civil. Nunca desmentiu as acusações de que foi alvo. Calou-se! Questões como o preservativo dão mais lucros morais... Estava tudo entrelaçado. Tal qual como a Menina das Tranças Pretas... ninguém as tinha como ela... Acabei o texto e o leitor deve estar a pensar: isso já nós sabemos. Claro! Isso também eu sei. Queria ser engraçado. Não consegui!
Nota final: lembrei-me agora de uma coisa: as reformas escandalosas que alguns "beneficiários" da Segurança Social adquirem trabalhando apenas seis anos. Quem é que faz as leis para tal sacanice? Eles próprios! Eles e os amigos que estão nos lugares onde "elas se escrevem, se organizam e se votam"... Haverá aqui dois tipos de Estado? Não, que ideia! É que eles (os responsáveis) assinam sem ver. De repente, pode ser que lhes caiba a mesma sorte, pois estão no mesmo pote. E "Estado" prevenido vale cem vezes mais o ordenado mínimo. Estado está entre aspas para não se tirar "conclusões concluídas". Está certo o ditado?
Manuel Melo Bento
Segunda-feira
08/05/2006

Comments: Post a Comment



<< Home

This page is powered by Blogger. Isn't yours?