Friday, November 30, 2007

 


MIGUEL SOUSA TAVARES VERSUS VASCO PULIDO VALENTE

Eu sei…, eu sei que de literatura não tenho o arcaboiço intelectual suficiente para entrar no circuito que é reservado aos eleitos. Mas, porque, há muito, frequentei um estágio sobre a mesma, dirigido por uma especialista na matéria, arrogo-me o direito de não permanecer quieto. Para além do mais, já levo milhares de horas folheando livros de toda a espécie e com o cuidado de os ler até ao fim… Muitos deles eram verdadeiras obras de literatura universal, que acabam por fazer efeito na cultura individual, se tal me é permitido afirmar. Quando leio dispo-me de preconceitos, o que se torna difícil uma vez que os possuo em abundância. Faço esta ginástica ou melhor julgo fazê-la. Nem sempre é fácil. Mas cá vai. Porque tanto MST como VPV são convidados permanentes de tudo que é comunicação social - quer através de presença metódica nas televisões, quer nos jornais e nas estantes das livrarias, mantidos pelo dinheiro dos contribuintes directa ou indirectamente – qualquer cidadão desta novel democracia sente-se no direito de se pronunciar sobre a quezília surgida entre ambos, transformada em “caso nacional” tal é o país em que vivemos. Qualquer deles não percebe muito de literatura, embora sejam ambos homens da escrita. Diga-se em abono da verdade, muito bons em relação ao panorama europeu. Vasco Pulido Valente não sabe escrever romances. Refugia-se no romance histórico. Quem seguir o seu percurso, certamente, verificará o que aqui se diz. Escreveu uma peça - para esquecer - sobre Paiva Couceiro num estilo muito pior do que o de Mário Domingues. Vasco Pulido Valente é um homem da cultura por excelência. Da cultura histórica, melhor dizendo. É um cronista de eleição. O modo como cria o texto subjectivo torna-o ímpar entre os seus pares (!). É truculento quando escreve, mas sábio. Quando o tema lhe toca de perto perde-se e afunila-se mediocremente, sem, todavia, deixar de ter piada. Foi o que aconteceu com o que escreveu sobre os dois romances de MST. Quando Tolstoi escreveu “Guerra e Paz”, os peritos encontraram vinte e dois erros de desconexão. Ora, ora… O que não diria Pulido Valente deste monstro sagrado se tivesse sido seu contemporâneo? Como homem de História, grande mesmo, detectou doze erros no último romance de MST. Parte daqui para destruir a obra. É infantilidade, diria mesmo imbecilidade. A VPV só lhe falta falar mal dele. Espere, espere… acho que já o fez, o que é até positivo. É verdade que quando falam mal dele, ele não reage. Ah, excepção feita a Filomena Mónica, que no seu “BI” lhe faz uma referência pouco digna no campo dos lençóis, o que o “furibundou”. O mesmo não aconteceria a MST. Confirmam as “revistas cor de rosa”. Não se pode deixar de ler VPV. Que o digam os responsáveis do “Diário de Notícias” e do “Público”. A sua palavra vale euros e não me admirava nada que um dia viesse a ser cotado na bolsa de valores e cobiçado pelo Comendador da fala rápida. Já no que diz respeito a Miguel Sousa Tavares se pode afirmar que, apesar de as suas crónicas, na sua maioria, serem maçudas e demasiado sérias, o seu romance Equador merece ser colocado em lugar de destaque na literatura portuguesa. É provável que daqui a uns anos venha a ser uma referência universal e isso só vai depender de estratégias de distribuição. O seu último romance é uma delas. Isto é, MST ao tentar ligar Portugal e Brasil, sabe que o leitorado brasileiro é substancialmente maior do que o nacional e é o trampolim para outros voos. Melhor dizendo, com o salto que espera se dê na expansão multilingues é uma hipótese muito provável de ser pelo menos nomeado para o Nobel. Ora, é isto que teme VPV, que sabe que esta porta lhe está vedada, não por incapacidade mas sim devido às matérias em que se especializou… Há mais historiadores do que desempregados… no mundo… Aqueles que entendem a literatura sabem que MST entrou de cabeça nela. Sorte de principiante? Não o creio. Estará nos genes? Muito naturalmente, apesar de o seu curriculum, o meio ambiente e o trabalho (sério, diga-se) demonstrarem que é um recheio digno de nota. Irritam-me os trejeitos de ambos. Nasceram bem, comeram e comem melhor do que o vulgar das gentes. Tiveram facilidades em serem lidos, o que não acontece a quem não pertence ao meio de puro elitismo que os rodeou e rodeia. Num aparte refiro o grande Cristóvão de Aguiar com uma obra universal que se tem apagado nas campanhas dos media nacionais mercê de não pertencer às panelinhas do critério de selecção de duvidosa actuação. Cristóvão não teve a sorte de ter encontrado o mal falante VPV nas suas “malditas” crónicas raivosas. Bem, mas não está no seio deste texto falar dele. Passemos novamente a MST. Diria que “Equador” está ao nível de uma “Ana Karenine”. Existem cenas em “Equador” que estão imortalizadas pelo engendrar da linguagem. Esta – recriou - criando várias atmosferas de empatia que leva o leitor “consciente” a viajar por lados humanos que resvalam para sentimentos humanistas tão ao jeito do pensamento actual. Raramente um escritor fala tão bem quanto escreve. Acontece com MST para não fugir à regra. Mais vale lê-lo do que ouvi-lo. Depois destes êxitos, é de esperar que MST só venha a reaparecer daqui a pelo menos quatro anos. E digo isto para não se estender. A genialidade tem limites. Dê tempo ao cérebro. Se o fizer vai ao Nobel. Termino desejando aos dois que se peguem, mas na parte técnica e táctica da literatura. Penso que é o que interessa e se espera.
mmb

Wednesday, November 28, 2007

 


ESTIMADOS PORTUGUESES

Não sendo eu uma pessoa inteligente, séria e credível, o que é confirmado por alguns anónimos, não quero deixar de “ajudar” o quanto me for permitido na questão da localização do futuro aeroporto de Lisboa. Não sendo inteligente não posso fugir a dizer que eu também vou pagar mais impostos com o negócio que vai encher os bolsos à nossa máfia de brandos costumes que se encaixou nas transacções imobiliárias e nos dinheiros públicos; não sou sério porque se tivesse uns terrenozitos junto à OTA também estaria com o bico aberto a ver se algum pássaro gordo me enfiava pela goela abaixo algum do dele e, finalmente, não sou/seria credível por evidência da provável premissa maior que inclui as atrás citadas como que omissas. Bem, vamos então questionar: a localização do futuro aeroporto de Lisboa estará directamente ligado a interesses de grupos económicos coadjuvado pelo Governo Central, ou é de interesse nacional a sua conclusão? Na minha recheada opinião “premissal” não se trata de uma questão nacional, mas sim de exploração nacional. Já explico. Com o dinheiro que se pretende gastar com o tal aeroporto poder-se-iam construir dois aeroportos localizados um, entre o Porto e Lisboa; outro: entre Lisboa e Faro. O aeroporto é para salvar Lisboa ou para desenvolver o País? Não é preciso responder. Conto com a vossa compreensão… Algumas almas do foro cristão queixam-se da distância entre o futuro aeroporto e a cidade. Carro à porta, mulher na cama, aeroporto tipo bidé logo ali à mão na casa de banho. É a mentalidade luso-árabe (estes viveram entre nós setecentos anos mais mês menos mês e… basta olhar para a nossa cor da pele…) Quem, por acaso, já tenha aterrado no aeroporto de Bóston-EUA, sabe por experiência própria que para chegar a casa gasta pelo menos uma boa hora no percurso. Portugal está (parece) na Europa e esta não é tão pequenina com os seus 27 Estados. Uma hora que maçada! Portugal pensa-se a partir de Lisboa. Não há outra saída, dizem os políticos e os seus empresários. Portugal desertifica-se! Que fazer para contrariar? Concentrar tudo à volta de Lisboa, é a solução! Meus senhores-senhoras minhas, quando governar é fazer de tudo para não se perder eleições estaremos a viver uma ditadura ratificada e racionalizada na boca das urnas por um povo que é enganado pelos seus dirigentes, jocosamente paridos no seu seio. Um povo que tem como desporto maior morrer na estrada e nas passadeiras e que já nem se lamenta por viver à beira do desemprego e da pasmaceira das crendices não tem futuro. O que ele permite, por ser assim, é oferecer o futuro a outros: aos individualistas e “comilãs”. Um Sol de luxo e esplanadas por todo o lado que mais queremos? Tenho a sensação que estou a viver na Sicília dos filmes do Marlon Brando. Uma banda de música, a estatueta carregada aos ombros pelos penitentes, o pálio e logo atrás sua excelência o político a cumprimentar e a cortejar. E, pior de tudo, a ser correspondido pelos basbaques que periodicamente o confirmam no pódio da vaidade e da engorda. Quem se atreve a contrariar esta conjuntura? É a ordem estabelecida, mesmo que as estatísticas criminais a contestem. Esta autoridade democrática e económica que se estabeleceu entre nós está para durar. Portugal entregou o seu destino nas mãos de comerciantes. Comerciantes sem visão de serviço público cujo objectivo é o lucro pelo lucro. Sendo comerciantes não se pode esperar mais. É como dizer que os Descobrimentos tinham como objectivo levar a palavra de Deus aos gentios. Ora, ora… Infelizmente para nós as transformações a que estaremos sujeitos virão de fora. Cá dentro, continuaremos impávidos e serenos a assistir ao adiamento “sine die” das nossas próprias soluções. O combate aos caciques que teve origem no pós 25 de Abril de 74 deu frutos: por cada um abatido nasceram cinco, porém, mais esclarecidos pois infiltraram-se nos corredores do poder onde vão buscar o seu que é nosso. Resumindo: que se construa o futuro aeroporto de acordo com a miragem do lucro daqueles que já investiram encapotadamente e partamos para outra.
mmb

Saturday, November 24, 2007

 



É preciso foder senhor Presidente!

Perguntou o Presidente de todos os portugueses, hoje, dia 24 de Novembro, através dos esgotos da comunicação social portuguesa: “ O que é preciso para nascerem mais crianças em Gouveia?” Oh, senhor Presidente! É preciso foder! – Convém dizer que este verbo é utilizado pela RTP 1, quando traduz fazer amor em línguas estrangeiras de filmes importados e não só. Trata-se de um órgão oficial! Por esta razão o utilizo. Não sou adepto de “palavrões”, a não ser quando são necessários… Ora, o português de hoje não fornica. Explico, “estúpido” (dizia o Alceu): se trabalha, passa entre duas a três horas em transportes. Quer esteja a utilizar a viatura própria ou transportes públicos. Dormir, trabalhar e ter tempo para refeições roubam-lhe dezoito horas. Ora some-se as três dos transportes e veja-se se não dá vinte e uma horas. Utilizar a casa de banho, dar dois dedos de conversa com os amigos, falar ao telemóvel, ir ao Multibanco pagar as contas, ler os jornais desportivos, etc. Bem, só ficam o sábado e o domingo para a “higiene sexual”. Nestes dias também se come e se dorme. A família junta-se e penso que sexo para procriar só à noite. Muitos machos portugueses, dizem as suas mulheres depois de alguns meses de casadas, transformam-se em pedras mal se deitam. Esta é uma das razões. Outra, pode ser o facto de as habitações só terem espaço para gaiolas de periquitos. Quanto à juventude? O álcool é um inibidor. E na falta de tesão metem-se em brigas ou então põem-se a dançar dengosamente só para dar nas vistas. Como são educados oficialmente a usar preservativo, aqueles que ainda se dão ao luxo de praticar sexo não poderão ter filhos, como é óbvio. A população portuguesa não pode aumentar. Cada casal, mesmo que ganhe bem, não tem mais de um ou dois filhos. É o caso do senhor Presidente, que tendo um óptimo ordenado acrescido do da mulher não teve senão um casal de filhos. Outros, com menos rendimentos, a mais não se atrevem. Homens como Francisco Sá Carneiro criador do PPD , que teve cinco filhos do primeiro casamento, Santana Lopes idem, já não se fabricam. É preciso copiá-los, devia ter dito o Presidente. Mas a política inibiu-o de citar “inimigos”… Senhor Presidente, seja mais sincero e mande foder. Hitler, não comparando, apadrinhava o décimo primeiro filho de casal alemão. Talvez por isso mesmo a Alemanha, depois de destruída, ainda seja dos mais populosos países da União Europeia. Hoje, também, me apeteceu mandar foder (para procriar, claro!) o ministro Severiano. O soldado português que morreu no Afeganistão estava a defender a Pátria, disse Severiano, acolitado, mais tarde, por uma série de imbecis que recebem o vencimento dos impostos que a malta de parvos paga. Qual Pátria, qual carapuça! Que tenhamos uma sociedade para fins económicos com alguns países europeus, tudo bem. Misturar a Pátria com terras longínquas e negócios de ingleses e americanos é coisa esquisita. Já nada nos deve admirar. Tive grande dificuldade em voltar a sentir-me português depois do que a esquerdalha fez da Pátria. Lentamente readaptei-me. Foram trinta anos de feridas. Já passou! Agora, chamar Pátria à Europa e aos seus negócios, nem peço desculpa: vão para a puta que os pariu.
mmb

Friday, November 23, 2007

 



O VELHO MESTRE

Alceu Cabido Silva Carneiro entrou tarde para a vida política. Convidado pelo antigo Partido da Democracia Cristã dos Açores a concorrer como deputado regional, Alceu não só aceitou como assumiu a direcção da campanha. Certo dia, uma jornalista resolveu entrevistá-lo. – "Senhor Alceu, qual o seu programa e quais são as suas propostas?" – "É segredo!" – "Como assim?" –" Só depois de ser eleito é que desvendarei o meu plano." – "Mas isso não é normal!" - "Se a senhora é jornalista, eu sou o Papa!" Com Alceu, chorava-se até às lágrimas, tais eram as suas saídas. Era mestre do sexo oral. Dava lições sobre o tema a amigos idosos e cada lição era uma verdadeira peça de teatro. Aos mais novos chamava de estúpidos para baixo sempre que se pedia um desenvolvimento mais pormenorizado sobre as posições esquisitas com que recheava as suas sábias e "práticas" explicações. Alceu admirava os alemães da Segunda Guerra, Reagan e a Dama de Ferro inglesa, e um todo nada Cavaco Silva devido ao ser ar austero. Na sua campanha “ordenou” que se fizesse um poster onde ele se colocava entre Tatcher e Reagan. Teve honras de meia página no Diário de Notícias. Por debaixo da sua foto podia ler-se: “Alceu, o meu voto é teu!” O seu plano de desenvolvimento secreto estava todo virado para o turismo. “Começa-se pela ilha de Santa Maria – dizia ele - para se aproveitar o seu aeroporto internacional e é lá que se devem criar as estruturas: casino, cabaretes, casas de diversão sexuais nocturnas, enfim, tudo que possa atrair divisas. Claro, tudo controlado por uma polícia com plenos poderes…” Alceu, também, previa fuzilamentos para combater a corrupção. Esta acção era sempre ventilada no “comité cristão para a liberdade de consciência”, grupo muito restrito de iniciados. Alceu gozava com tudo e, como não podia deixar de ser, com a política, com os políticos e com os jornalistas. Um dia encomendou um pénis de borracha e a partir daí sempre que intervinha colocava-o em cima do balcão da sua tabacaria. Perguntei-lhe por que o fazia. Respondeu-me que era para não se esquecer do que tinha para dizer. A verdade é que o apanhei - numa tarde em que abrira o “estabelecimento” - a mostrá-lo a uma futura deputada do Partido Socialista, na altura jornalista da RTP. Estava a dar uma lição. Discretamente saí deixando-o a dissertar sobre aquilo que suspeitava ser uma ligação muito teórica com o passado. Alceu ia a caminho dos oitenta… Hoje, tinha pensado escrever sobre o modo como os políticos e os jornalistas tratam a realidade. Depois, lembrei-me do Alceu Carneiro e já não consegui fazê-lo. Fica a sua evocação para substituir um texto que iria futurizar aquilo que os políticos esperam dos jornalistas nos tempos mais próximos: fomentar a perseguição e prisão de elementos da extrema-direita portuguesa, não deixar o Procurador Geral da República em paz até ele cair da cadeira para não fazer mais estragos aos acomodados e desestabilizar, ainda mais, psicologicamente Scolari para correrem com ele. Todos eles vão morrer pela boca. O mesmo aconteceu ao conde Van Zeller: abriu a boca em nome da decência. Enfim, como dizia o Alceu aos discípulos: “Oral, oral, meus meninos, por detrás também se chega lá!” – “Lá onde, Alceu?” – “Estúpido!” Era quase sempre assim que ele fechava as suas prelecções.
mmb

Friday, November 16, 2007

 





DESABAFA PÁ!




Se não estou em erro foi o fascista Aznar, mais o ex-MRPP e ex-anti-americano, hoje, também fascista e pró-americano José Durão Barroso, mais o criminoso de guerra inglês, o súbdito Blair, e o gerente dos negócios da morte e da guerra dos Estados Unidos da América do Norte que dá pelo nome de Bush quem se reuniu para preparar a invasão e destruição de um país acusado falsamente de possuir armas químicas. O mundo sabe através da informação geral o que fizeram as tropas invasoras às populações civis que tiveram o azar de estar entre os dois exércitos. Digo exércitos porque o Iraque possuía um exército e não um bando de criminosos como se quis e quer fazer crer… Chávez foi mandado calar por el-rei de Espanha, uma vez que estava a ser incorrecto para com o antigo primeiro-ministro espanhol Aznar chamando-o de fascista. Ora, ficou-se a saber que Aznar esteve directamente ligado à tentativa de derrube do regime venezuelano dirigido por Chávez, que por acaso tinha sido eleito pelo povo. Eu penso que Chávez até foi muito delicado. E digo porquê: lembro-me de um dia ter lido por alto os desvios da verve dos deputados portugueses quando se exaltam por questões de lana-caprina no anfiteatro (?) de São Bento. Filho de puta, cabrão e outros desmandos de boca estão lavrados e prontos a serem consultados nos livros das actas. Quem apoia materialmente a invasão de um Estado para o destruir não pode ser chamado menos do que fascista. Fascista é um diminutivo bastante fiável. E, no caso de agressores, é até um rebuçado. O próprio Durão Barroso que chamava fascista aos “pobres” portugueses que possuíam meia dúzia de patacos poupados com trabalhos e canseiras, hoje, não se livra de tal denominação por pactuar no apoio intelectual aos crimes de guerra de terceiros. Eu designo de crimes de guerra por comparação histórica. Será, talvez, ingenuidade minha, mas é o que me parece. E se estivesse do lado do Islão – não estou, não vá o Diabo tecê-las e levar-me (o Diabo) para aquela parte de Cuba onde o Sol não nasce - pois como já brinco com computadores de um momento para o outro punham-me um turbante e ficava frito. Este último período está meio torto devido ao medo que tenho em escrever sobre esta matéria. Não é que de um momento para o outro pegam numa pessoa e prendem-na como dada ao terrorismo islamita, assim chamado pelas boas almas cristãs, como foi o caso do barbeiro do Porto que não de Sevilha, ainda não tem uma semana! Porra, parece que estamos a viver no tempo em que as pessoas eram presas e nunca mais se sabia delas. Minha avó contava que havia um marinheiro de alcunha Dente-de-Ouro que ia à apanha de pessoas como quem vai às lapas e que numa mais eram vistas. Só depois do bondoso fascista Salazar tomar o poder é que acabaram com esses desvarios. Para finalizar, foi bastante enternecedor ouvir Durão Barroso condenar a atitude de Chávez e palmear a atitude de el-rei, que ofendido e indignado pelas palavras do Presidente da Venezuela, se levantou do lugar que tinha na mesa da cimeira. Logo, em seguida, Don Juan Carlos elogiou o crítico Barroso. Quem é o melhor? É o compadre! E logo a seguir? É o compadre! O pior de tudo é se Chávez se zanga connosco por causa das baboseiras de Barroso e nos corta no petróleo. É tudo, por hoje! Pessoalmente, desejo a Chávez uma boa estadia por cá, nem que seja para chatear Bush, o fascista estúpido que deu início à terceira guerra mundial.
mmb

Sunday, November 11, 2007

 
CARICATURA APROVADA E RECONHECIDA.


Friday, November 09, 2007

 
PINCELISMO
UMA CRIAÇÃO ESTÉTICA ?
Achegas para a concepção do pincelismo
(Assim)
Como todos aprendem a ler e a pintar (desenhar) na escola, isto não quer dizer que venham a ser escritores ou pintores. Todavia, nada impede que escrevam e pintem. Se encontrarmos uma carta escrita por um soldado romano dirigida a uma namorada hebraica narrando-lhe – num latim popular – o facto de ter encontrado Jesus de Nazaré a fazer amor com uma mulher, etc., eis a importância de uma simples carta para um contexto histórico-religioso. Qualquer desenho, por mais insignificante que seja, pode ter um valor inestimável no panorama histórico-antropológico. Ninguém está livre de escrever, desenhar, pintar, construir, etc.
O pincelismo é um acto natural de expressão pictórica. O que relata ou o que parece relatar só a ele diz respeito numa primeira fase. Estudar o pincelismo é, hoje, um atitude pouco interessante. A pintura ingénua pode confundir-se com o pincelismo. Porém, há que distinguir uma da outra, na medida em que o pincelismo generaliza a pintura e valoriza-a como acto humano. O pincelismo é progressivo, ao passo que a pintura ingénua é fundamentalista. A pintura “naif” exige um pintor “naif” para ser classificada. No pincelismo não se exige um comportamento seja de que estilo for. Pode-se misturar ou não estilos, pode-se rigorosamente pintar livremente sem dar satisfação a escolas ou a críticos. Os princípios pincelísticos autofagiam-se. O pincelista até pode pintar sem ter a noção de que pinta. O que é preciso para pintar? Tempo!... Habilidade? Negativo! Conhecer as várias ou algumas técnicas de pintura? Negativo!... O pincelismo será anárquico? Tal como o universo subatómico, falta-lhe, até ver, rigor!... Deverá o pincelismo fazer-se representar nas galerias? Não necessariamente, porque estas são restritivas!... Só uma pequena percentagem de pessoas é que as visita. O pincelismo deve estar presente em tudo que é parede. Quanto à forma? A que mais se coadune com a ideia mesmo que a mão a não acompanhe. No mundo das aparências nem mesmo o que é aparente é aparente. Se o pincelismo tiver oportunidade de se projectar e de criar sombra, nem ele (pincelismo) é responsável por aquilo em que ela se transforma: uma sombra. Existem ideias disformes e disparatadas que o pincelismo procura materializar. O pincelismo é a sombra errática das mesmas.
O pincelismo é criativo? Nada é criador. É tudo uma mistura. É como uma sopa de cenoura. A cenoura é apenas um dos seus elementos, talvez o mais proeminente, logo a seguir ao líquido que a faz ser sopa de cenoura.
O pincelismo foi inventado para chocar? Não! O pincelismo é fruto de uma falta de escola e de academismo. Em democracia burguesa, tanto o menos abastado quanto o mais rico, ambos usufruem as comodidades do mundo capitalista moderno em escalões diferentes, porém, têm de comum a optimização do consumo. Assim, o pincelismo, a menos abonada das artes, tem o seu espaço. O espaço é de todos e para todos! Muitas das pinturas pincelísticas são azuladas e cinzentas, e isso torna-as pouco apetecíveis. Quando se acinzenta uma pintura (salvo os casos propositados) é porque não se domina as técnicas, mas isso é apreciação dos mestres, claro!
Talvez, por isso, seja o pincelismo uma forma patética de expressão pictórica.
Espaço na história da pintura? É irrelevante, O chicharro por ser antigamente o alimento do pobre não se via na mesa do rico. Um dia, foi redescoberto e ei-lo a ombrear com o célebre bife de lombo de vaca e até mesmo com a lagosta. O pincelismo é um chicharro? Ainda não se pode comer o pincelismo, embora algumas pinturas, depois de mastigadas, saibam a queijo suíço, o que cheira mal, claro!
Veio o pincelismo destruir a pintura antiga, como se de uma “luta de classes” se tratasse? As “ grandes pinturas” estão à guarda do grande capital e da Igreja, pois são estes o suporte dos mestres e a guarda pretoriana dos seus valores, um por lucro a outra pela sensibilidade com que apara a arte e - justiça lhe seja feita - foi ela que guardou até hoje esse tesouro imenso da inspiração humana.
É preciso fazer-se esforço para se ser pincelista? Às vezes é porque existe uma tendência para o perfeitinho e para o colorido quando nos entretemos com a arte pictórica. Acontece muitas vezes “o artista” pincelista cair nesse erro e cabe aos entendidos descobri-lo. Ou arrepia caminho e recupera o espírito inicial ou perde-se em alguma escola mais facilitadora e comercialmente mais aceite.
A partir de quando o “artista” saberá que é inspirado pelo pincelismo? Primeiro, é preciso reconhecer que para se ser pincelista todo e qualquer influência de escolas ou pinturas têm de ser postos à margem. O fio condutor é um só: ligar o cérebro à mão sem retoques elitistas.
“Não há arte sem delito.”
Eduardo Souto Moura in Artes e Leilões-Out.-2007
O pincelismo é uma arte?
“Não, é um delito!” Ideia implícita em Souto Moura.
Segundo, deve esquecer o que se disse em primeiro lugar…
Verdadeiramente, o pincelismo não é um nihilismo porque se constrói nas próprias dificuldades em não cair na imitação pela imitação. Quando imitar para reproduzir o pincelismo deixa de ser manifestação primária e “medíocre”. O pincelismo é pertença generalizada; não é uma peça personalizada nem cuidada. Isso interferiria no seu processo de realização. Nada pode ser mais livre no pincelismo que possa ficar escondido. O pincelismo é transparente e tem como objectivo fugir às convenções e à comercialização o mais possível. O comércio, a procura e a oferta desvirtualizam e condicionam a arte. Esta acaba por cair nas mãos dos agiotas que vivem da promoção do seu investimento descurando o verdadeiro sentido da arte.
O pincelismo não combate as outras correntes. Porém, não se associa com elas porque evita os circuitos comerciais. Trata-se de uma marginalização consentida. É onde se refugia, é onde se identifica. É uma espécie de egoísmo que se entrega.
Diogo Reyol

Thursday, November 08, 2007

 
CARICATURA DE UM POLÍTICO PERCEPCIONADA PELO CRIADOR DO PINCELISMO

Wednesday, November 07, 2007

 

Rescaldo do nosso investimento em deputados:

"Fiquei contente porque todos ficaram contentes..."

Santana Lopes

Esperava-se mais da intervenção deste tribuno que tem dado provas de grande capacidade interventiva. O facto de já ter sido primeiro-ministro e de ter voltado ao Parlamento na simples qualidade de deputado demonstra que qualquer coisa está a mudar na política portuguesa. Para já, para pior. Aguardemos melhores dias. O facto de estarmos a "mandar" na EU deve ser para fazer cócegas às tartarugas.

mmb

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Monday, November 05, 2007

 

"PASSADEIRAS - NÃO, PASSAMENTOS"
D. Reyol

Saturday, November 03, 2007

 




PAPA BOM PAPA MAU

A Europa é hoje um repositório disfuncional da religião judaica. O judaísmo veio substituir, no continente europeu, uma amálgama de pequenas e de grandes religiões que pululavam por todo o lado devido, em parte, às grandes invasões de povos do leste, tal como o computador veio fazê-lo à máquina de escrever. No século IV, Jesus é reconhecido como Deus e os judeus os seus assassinos. Jesus foi uma divindade ocidentalizada e as teorias que o envolveram regionalizaram-no. Teve uma mãe virgem que ficou no imaginário popular sempre nova, bela e sem rugas. A maioria dos intelectuais aderiu ao novo sistema. Já lá vão dezasseis séculos e grandes filósofos continuam a acreditar nesta mistura incrível de histórias religiosas. O cristianismo, até às tantas, era monoteísta apesar de incluir três insuspeitas divindades: o Pai (Deus dos judeus), o Filho (nascido de uma judia) e o Espírito Santo (uma espécie de sopro…), mas depois na falta de um ar feminino (como as deusas greco-latinas) a Santa Madre Igreja achou por bem eleger a mãe do judeu (não sou racista nem preconceituoso, isto é, se ele tivesse sido português, diria a mãe do português) ao grau de divindade. Daí, se terem erigido templos em sua honra. O último teve lugar entre nós no antigo lugar de Fátima. A mãe do judeu, às tantas, na falta de melhor ideia foi para o Olimpo em carne e osso, tal qual as deusas clássicas. E como elas, às vezes, dá uma voltinha e desce à Terra, o que alegra a malta toda. No passado recente, intelectuais como David Mourão-Ferreira e nos tempos recentes Marcelo Rebelo de Sousa são dois exemplos de crentes cultos desta ocidentalização judaica. Esta ocidentalização – convém dizer – faz-se conjuntamente com a sociedade organizada politicamente: o Estado. E foi sempre assim! Umas vezes discretamente outras com um descaramento inaudito. A Igreja é um Estado ou quase. Entre nós a Igreja ajudou a fazer Portugal, por isso se apoderou demasiado da vida social (e não só) de toda a gente quer comungue ou não com a substância das suas teorias. Não se pode governar sem a Igreja ou sem a calar. A Igreja exige do Estado “civil” aquilo que o Estado “civil” não pode dar aos cidadãos. Sem a organização “social” (vulgo caridade) da Igreja, milhões de portugueses de todos os escalões etários estariam numa situação desprotegida. É, nisso, também, que reside o seu imenso poder. O cardeal Patriarca de Lisboa, às vezes, fica indisposto quando, por exemplo, Sócrates quer colocar a Igreja ao nível do futebol: impostos e restrições. Sócrates recua permitindo continuar a boa vida da Igreja. Esta não dá folga ao Estado e este não responde porque socialmente é ainda uma verdadeira lástima. Basta olhar-se num ápice para a Educação e para a Saúde, para não estarmos a referir outras áreas miserabilistas. Eu, que não sendo nem crente nem ateu – estou de passagem por esta treta – tiro-lhe o chapéu. Tiro o chapéu a João Paulo II, que chegou a chefe da Igreja com uma cabeça cheia de lixo filosófico. Condoía-me vê-lo tão velho a arrastar-se pelo mundo cheio de dores para impor a última deusa ocidental e a sua mensagem. Difícil de perceber, diga-se, visto ser uma deusa pouco faladora. Isto é, dava-se com analfabetos para transmitir misérias intelectuais. E valeu! Tanto que o templo erigido em sua honra foi mais caro que o Centro Cultural de Belém. Porém, fez resvalar a Igreja para o trágico-cómico. O que a tornou vulnerável e ingovernável. Morreu mártir de dores. Em sua substituição veio o alemão Herr Ratzinger. Um organizador nada pagão. Creio, até, que ele não acredita na Igreja Medieval e por isso mesmo quer colocá-la ao nível contemporâneo. Intelectual e rigoroso, a sua palavra é como o tiro de canhão. Há que dominar no terreno. Ei-lo a chamar os seus bispos a fim de fazer o estado da Igreja. É simples adivinhar o que pretende este alemão: invadir os Estados para os controlar, já que “estes” Estados ocidentais estão numa fase de readaptação económica, por isso mesmo fragilizados. É o “Novo Papado” que aí se vislumbra. Metódico, sistematizado, cadenciado, uniformizado, hierarquizado, subjugador, “impoluto”, mediatizado o quanto baste, silencioso no domínio. Bom, vou terminar. O que fazia o Presidente da República Portuguesa – civilista constitucionalmente - na inauguração de um templo religioso dado a mistérios e crendices de toda a ordem? Eu vou adivinhar: também queremos um Papa português! E por que não? Já temos um Nobel. Se tudo correr bem, depois, só nos falta sermos campeões mundiais de… futebol.
mmb

Thursday, November 01, 2007

 

Qualquer um pode ser espião, até eu. Por acaso, o artigo que escrevi no dia anterior em que o PGR ia prestar declarações à Comissão Parlamentar confirmaria precisamente o que ele iria dizer. Confirme o leitor, por favor. Agora, só tenho que tomar cuidado com os venenos radioactivos... Nunca fiando. Aquilo que aqui digo neste video, é fruto de muito trabalho numa área que não dominava... e ainda não domino senão numa pequena percentagem. Mas lá irei. Na próxima composição irei dar dicas a todos os que são escutados a fim de se poderem defender. Neste video estou disfarçado de detective. Por acaso não tinha à mão nada mais piroso para condizer com a espionagem luso-americana que assentou arraiais entre nós. Para visioná-lo, clique na setinha.

mmb

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