Saturday, May 30, 2009

 

CAVACO SILVA - O ASSUNTO É SÉRIO
Embora seja uma prática corrente ganhar-se dinheiro na compra e venda de acções, o certo é que caiu que nem uma bomba de neutrões o facto de Cavaco ter ganho cento e tal mil euros em 2003 (a filha também meteu algum ao bolso) como accionista de um banco que o prório Vital Moreira se esticou a chamar nomes pouco correctos. O banco tem o seu antigo "gerente" na prisão por ter feito não sei bem o quê. Mas coisa boa não foi de certeza. Bem, bem, por enquanto presume-se inocente. De qualquer maneira é sempre uma nódoa, mesmo tratando-se de pessoas da plebe, embora esta não dê grande valor a coisas da moral burguesa... Lembro-me das muitas coisas que Cavaco fez e disse no passado: não comprem gato por lebre. Logo a seguir milhares de pessoas perderam milhares na bolsa. Cavaco avisou. Ele até é economista. Agora, regressando aos tempos modernos, o que vejo? O dr. Cavaco a ganhar dinheiro na bolsa através de uma instituição que tinha como "gerente" o actual "Preso 0001/2009". Logo, não estava a comprar gato por lebre. De repente, sem haver crash na bolsa ,milhares de accionistas ficaram a ver navios, pois tinham na mesma instituição as suas "poupanças". É claro que o Presidente da República nada tem a ver com as traficâncias, mas que tem más companhias, lá isso tem. Boas porque lhe trouxeram lucros, más porque o arrastaram para as primeiras páginas da comunicação social. Seria de bom tom que sua excelência se dignasse falar ao povo para acalmar as más línguas. É que o assunto do "Banco-Costa" não é flor que se cheire. O senhor Presidente ainda não há muito tempo interrompeu as suas férias no Algarve para alertar dos perigos de os açorianos se estarem a libertar aos poucos da tutela dos portugueses. Coisa natural em regiões longínquas da mãe pátria. Bem, isto não é um diário por isso vou terminar não sem antes dizer que fiquei admirado com os revolucionários de esquerda. Interrogados pelos jornalistas a fim de se pronunciarem sobre os lucros de Cavaco no "Banco-Costa", aqueles tremelicaram. Até o líder do PC andou à procura das palavras correctas. Quem tem esfíncter tem medo.
mmb

Friday, May 29, 2009

 



A JUSTIÇA É CEGA MAS PARIU UM ÚNICO CORRUPTO...


Neste momento já lá vão seis meses sobre a prisão de Oliveira e Costa. As autoridades judiciárias resolveram mantê-lo sob prisão não permitindo que ele fosse para casa com pulseira electrónica, adqurindo assim a figura de prisão domiciliária. Muitos criminosos, desde aqueles que traficam dogras assim como homicídas, já beneficiaram dessa medida. Pronto, só há que obedecer. O que sabemos sobre o antigo secretário de Estado de Cavaco Silva é o que vem nos jornais e nos noticiários das televisões. Parece que ele é o único crimonoso da banca que deu um desfalque e prejudicou centenas de aforradores, agora desgraçados, que tinham as suas poupanças depositadas na instituição de crédito que o agora arguido geria. A justiça segue o seu curso e o inquérito não resultou noutras prisões. O inquérito tem seis meses. Os investigadores trabalham há seis meses e ainda não descobriram mais nada. Como tudo se sabe em Portugal é de crer que assim seja. O homem tinha associados? Devia ter porque um homem sozinho não poderia ter feito aquilo que dizem que fez. È que até ser julgado presume-se inocente. Esta é uma das muitas prerrogativas de um Estado de direito. E ainda bem. Havia o perigo de fuga: diz a comunicação social, daí ele estar nos calaboiços. É capaz até de ser bom para ele, pois podia dar-se o caso de algum dos desgraçados ludibriados querer fazer justiça por mãos próprias. Só os parvos engolem esta história. Sabe-se que Portugal vai sempre a reboque de outros países. É assim com as telenovelas, concursos de televisão, caça aos pedófilos, soldados para o estrangeiro (para defenderem a pátria), com os criminosos que entram e saem pelas nossas não fronteiras, caça às prostitutas (que até anunciam nos jornais as suas apetências) que se não estão legalizadas é porque deve faltar alguma assinatura, com os desfalques que fazem as operadoras de telemóveis a centenas e centenas de portugueses que não os dispensam tal é a utilidade, etc. Vou parar por aqui pois esta lenga-lenga já está longa. Este texto só terá alguma validade se lhe se acrescentar um dado. É que Oliveira e Costa vem de famílias humildes. Trabalhou e estudou ao mesmo tempo. Fez pela vidinha e saiu-se bem. Não pertence a grandes familias que tudo podem em Portugal. Algumas personagens destas ditas famílias já estiveram a contas com a justiça e safaram-se a bem da nação. Têm as costas quentes e são como o polvo que tem muitos tentáculos. Oliveira e Costa está sozinho e sozinho vai pagar por todos. Nem a Santa da Ladeira ou mesmo o governador do Banco de Portugal o podem salvar. Seguem-se as apostas para se saber quantos anos vai apanhar o antigo pastor de ovelhas. Eram para aí cinco e tal, oito e coisa, nove e tal.
Mmb
PS: Estou a lembrar-me da Banqueira do Povo que se fartou de ajudar este e aquele. Só quando os seus negócios começaram a prejudcar a poderosa banca é que foi detida, julgada e presa. A banca não perdoa. E tanto assim é que só o trouxa está preso. Ele será a nova Dona Branca que até morreu na miséria depois de ter sido rica e considerada. Só que nunca pertenceu a nenhum governo... por acaso.

Wednesday, May 27, 2009

 
JUSTIÇA TOPO DE GAMA PARA RICOS E JUSTIÇA UTILITÁRIA PARA POBRES (portugueses, está claro)
Leonor Cipriano, leio nos jornais, vai pedir ao Estado uma indemnização de cinco milhões de euros por ter sido acusada injustamente. Isto é, o julgamento teria tido como base acusatória uma confissão sob grande pressão. Melhor dizendo, a confissão do seu crime teria sido obtida através de coacção física, motivo pelo qual o advogado de defesa vai requerer a anulação da sentença. Foi provado (posteriormente...) em sede de tribunal que Leonor teria sido agredida numa instituição policial, embora não tivesse capacidade para apontar os agressores que lhe extorquiram a dita confissão. Nulidade da sentença é o que os tribunais a partir de agora - leia-se o nº. 1 do artº. 379 do Código do Processo Penal - começar a rever a fim de se fazer justiça. Até aqui e tratando-se de uma injustiça são os mesmos tribunais a refazê-la (a ela justiça). Se o tempo de prisão não fosse tão longo, nada havia a reclamar. mas, bolas, já lá vão cinco anos... Tudo bem, prossiga-se. Em circunstâncias mais ou menos semelhantes (salvo seja) uma inglesa a passar férias em Portugal também perdeu a filha. De começo, tal como aconteceu com a portuguesa, julgou-se tratar-se de um rapto. Como os indícios que caracterizam os raptos foram sendo trabalhados pela polícia de uma forma bastante eficaz aventou-se outras hipóteses. Nessas hipóteses coube suspeitar das mães. Tudo bem até aqui. A PJ estava no terreno e a trabalhar no sentido de desvendar o que realmente se tinha passado. Alguns elementos da PJ (leia-se a comunicação social e o acórdão do tribunal do Algarve) na ânsia de prender os culpados "sovaram" a portuguesa. Interrogaram-na na ausência do seu advogado e obtiveram uma espécie confissão à Guantánamo. Estava descoberta a trama criminosa. O leitor atento sabe muito bem o que se passou a seguir. Por essa razão não o vou chatear mais sobre este ponto. Salto agora para a inglesa - não para cima dela, claro: loira, médica, mais ou menos rica (em Inglaterra), bem relacionada com a sociedade política - amiga do primeiro-ministro inglês, etc. A inglesa obteve um tratamento VIP. Para além de ter como defensores advogados de alto gabarito, ela deu-se ao luxo de utilizar um relações públicas para embonecrar a imagem de arguida a que foi constituída. (Segue dentro de momentos) Dois tratamentos foram colocados à disposição e apreciação dos portugueses. Os órgãos de comunicação social esforçaram-se bastante para transmitir este descalabro feito nas barbas dos magistrados. Nenhum deles optou por colocar o equílibrio em ambas as actuações. Daqui se pode concluir que há dois tipos de justiça no nosso país. Grande descoberta! De facto trata-se não de uma descoberta pois já disso desconfiávamos há muito. A descoberta vai no sentido de termos factos que o permitem declarar como uma verdade absoluta. Porém, este tipo de dicotomia não está contemplado na lei. Então, por que razão ele se dá mesmo nas nossas barbas? É simples! Não é a lei, não são os magistrados e as polícias que estão errados. O que está errado é a nossa moral que mesmo depois de uma revolução que teve lugar há trinta e tal anos não se modificou. E o interior das pessoas não muda de um dia para o outro. Nascemos com esta moral e havemos de morrer com ela. Isto não é fatalismo. É uma realidade que acorda connosco e deita-se connosco. Nem democracia, nem cristianismo servirão seja para o que for se não melhorarmos a nossa maneira de ver o mundo. Eu pessoalmente não acredito. Tenho pena é só o que me resta. E foi a experiência com as pessoas que me fez pensar assim.
Pois seja!
mmb

Monday, May 25, 2009

 
Posted by Picasa
Não tenha medo
Vote na Figueiredo

Ilda, a candidata apoiada pelo PC, é a única a quem eu daria o meu voto. A questão é simples: de todas as variantes (refiro ideologias), a do PC é aquela que menos tem oscilado. É a que menos tenta vender gato por lebre. Coloco na minha frente o passado ideológico dos partidos e que leio? Os partidos mudaram. A esquerda confunde-se com a direita. Esta deleita-se a tomar como sua a tese da dialéctica marxista na área do social. Dito de outra maneira. Nunca os trabalhadores e os desprotegidos estiveram tão defendidos na retórica da direita. Nunca os trabalhadores foram tão esquecidos no discurso dos socialistas. À direita competia equilibrar as contas públicas com prejuizo das classes trabalhadoras. A tarefa coube aos socialistas e fazem-no com alegria. Para que a estabilidade se verifique há que espremer os mais pobres. Era preciso, naturalmente, dar às finanças públicas segurança e credibilidade, para que no estrangeiro não nos tomassem como revolucionários em continuidade; para sermos acompanhantes fiéis... Quando o José Barroso era primeiro ministro, Portugal apoiou os USA na invasão criminosa ao Iraque. Ele nunca enganou ninguém. Estava a fazer o seu papel. Era a direita no seu melhor. Como prémio foi “votado” presidente da UE. Os melhores amigos dos Estados Unidos têm sempre mais sorte do que aqueles que não alinham com aquela máquina de guerra. A direita é assim. A esquerda devia impor-se na sua vocação humanista. Que faz? Pactua com o capitalismo selvagem. Fica preocupada com as patifarias da banca. E passa a marcar a sua agenda pelo auxílio aos fraudulentos. Nem os representantes da direita nem os da esquerda portuguesa (sui generis) se dão conta aonde nos iremos meter se não conseguirmos travar o desemprego. Penso que mais do que nunca será necessário uma maior intervenção do Estado na vida dos portugueses. Não é na esperança de uma grande retoma capitalista que está a solução. A solução para travar a crise medonha que paira por cima das nossas cabeças tem de vir de uma postura de nacionalização da maioria dos meios de produção. Claro que isto representa uma perspectiva comunista. Mas o comunismo não mete medo. Sobretudo agora. Tornar Portugal num Estado “totalitário” economicamente falando não é querer um Portugal satélite da antiga URSS. Fazer do Estado um Estado economicamente totalitário é muito melhor que ter um Estado nas mãos de uma corja capitalista desonesta e burlona que se prepara para pôr o Estado de joelhos e por consequência trazer a miséria ao povo. Um totalitarismo estatal pode fazer-se no quadro de uma democracia popular. Não deixa de ser democracia só que com um pendor para uma melhor justiça social. Não precisarímos perseguir ninguém.Tanto era valido um democrata-cristão quanto um bloquista. Os seus desentendimenos passaríam a ser tratados na Assembleia da República para não perderem o treino do fala-fala sem tarelo Tudo isto não passa de um devaneio burguês. Mas e depois? Já tenho visto coisas piores, sobretudo aquelas que nos vão arrastar para o fundo sem remissão.
mmb

Friday, May 22, 2009

 
EPITÁFIO A MARINHO PINTO: OS TOMATES DO CRISTO-REI ERAM MAIS PEQUENOS
(Já a seguir comentário sobre a entrevista concedida à TVI - 21/05/009)

“Alô Randolf”
Numa determinada cidade dos USA, a Comissão dos Homens Honrados resolveu contratar um pistoleiro justiceiro para acabar com os bandidos que a ponham a ferro e fogo. Assinado o compromisso, o nosso justiceiro começou a abater toda a pestilência que encontrava pelo caminho. Quando chegou a meio da tarefa, a comissão convocou-o para uma reunião e, muito aflita, pediu-lhe para que parasse com a razia. O nosso homem que era um profissional competente não aceitou. A sua palavra era para ser mantida e não queria perder as suas credenciais pois isso prejudicar-lhe-ia em futuros contratos. A comissão perante tal teimosia resolveu procurar outro pistoleiro para acabar com ele. Bem, vejamos quais os pressupostos que levaram a dita comissão a querer que o justiceiro não levasse a tarefa até ao fim e fosse também ele assassinado, já que o enredo daqui para a frente pouco interesse tem. A cidade perdera a trepitante vida nocturna e o que isso trazia de lucro nos impostos sobre o álcool e semelháveis. As profissionais do sexo ao abandonarem os locais de trabalho fizeram cair funestamente os lucros dos hotéis e motéis. Até as farmácias se ressentiram com a falta de venda de produtos apropriados à vida da noite. Os restaurantes ficaram às moscas desencadeando o desemprego no sector. Os agentes imobiliários tremeram com a falta de clientes. Os vendedores de automóveis estavam aflitos com uma frota enorme e inerte nos seus standes. A lagosta apodrecia nos balcões frigoríficos das marisqueiras. As cabeleireiras, na falta de clientela dedicavam-se à má língua. Os médicos-esteticistas pediram transferência para outras clinicas. As marinas deixaram de ter iates atracados. Os traficantes de droga e os accionistas da banca saltaram para outras paragens e aí passaram a gastar somas fabulosas com as suas festas. O casino fechou as portas. Os ladrões emigraram. Os padres deixaram de dizer missa (só as do sétimo dia). Estas foram algumas das razões pelas quais a Comissão dos Homens Horados (composta por políticos, comerciantes, empreiteiros de construção civil, corretores, conselheiros de Estado, magistrados e um bispo da religião oficial) quis ver o justiceiro bem morto de morte lavada. Certo dia uma puta infiltrada fingiu fazer-se ao justiceiro conseguindo levá-lo para a cama onde o assassinou. A cena foi assim descrita por uma jornalista: a puta tinha colocado um revólver debaixo da almofada. Depois de umas cambalhotas ela pôs-se à maneira, isto é, pôs-se por cima. Aproveitando o segundo orgasmo do parceiro meteu a mão na arma e disparou na direcção de um olho ao mesmo tempo que dizia: alô Randolf.
Cuidado Bastonário. Nunca te vires quando ouvires o chamamento alô Randolf...
mmb

Thursday, May 21, 2009

 
CAVACO: VAI-TE EMBORA AMIGO SENÃO ALEGRE VAI A PRESIDENTE
A dona Ferreira Leite pede o cabelo de um socialista que foi bufado pelos colegas de ofício. Por acaso esse socialista ocupa um alto quadro nas instituições de colaboração entre paises da UE. A imagem de Portugal está um pouco tremida. O costume. A malta já está habituada a ouvir falar de Portugal, principalmente na área do futebol... continua daqui a pouco. Como é que se pode pedir a um adversário político que se demita em nome da moral do Estado e não se reflicta sobre o que se passa em casa própria. O Presidente de Portugal tem um conselheiro de Estado, seu antigo colaborador no governo do PSD (partido de Ferreira Leite) que está a passar por um mau momento: é suspeito de irregularidades em negócios suspeitos. Dizem os “mídia”... Esqueçamos estas incoerências pois não é este o motivo deste texto. Este tem por finalidade anunciar a derrota de Cavaco nas próximas presidenciais. Cavaco, ao não pedir a Loureiro para sair do Conselho de Estado, sujeita o país à ignomínia. Ao descrédito e à suspeição. Nas próximas eleições para o mais alto cargo do Estado, o Partido Socialista vai endeusar Alegre. Que é dentro da porca da política uma bandeira ainda limpa. É uma referência a um certo tipo de pureza. É ainda uma voz credível que encontra eco em milhões de portugueses. As eleições vão mostrar o quanto Cavaco fechou os olhos a coisas essênciais que mexem com o íntimo dos cidadãos. O país sob o seu consulado aproxima-se rapidamente do colapso social. Os que menos têm sofreram com a inação do Presidente. Está mal acompanhado. Atirar-lhe-ão isso à cara. Manuel Alegre posicionou-se a favor dos mais desfavorecidos – embora não saindo da esfera da poesia... Mas fê-lo indo mesmo contra as directivas do partido a que pertence. Cavaco deixa tudo para as instituições resolverem. Porém, um certo dia interrompeu as suas férias no Algarve para assustar os portugueses com a alteração do Estatuto Político Administrativo dos Açores aprovada pela Assembleia Legislativa dos Açores e confirmada pela Assembleia da República. Quando ouvi Cavaco na Televisão pensei que ele iria alertar-nos para o facto de estarmos a ser invadidos pelo exército espanhol. O Presidente da República percebe pouco da política neo-colonialista portuguesa para com os territórios atlânticos. Só se vai aperceber do erro quando os açorianos compreenderem que têm de escolher a única via “civilizada” para se tornarem independentes, isto é. considerarem-se uma minoria social vítima de um centralismo opressor (economicamente falando, claro). Que é o que interessa neste mundo para se poder gritar autodeterminação com reflexos sensíveis nos centros de decisão internacional. Aos açorianos não faz comichão haver forças militares e paramilitares estranhas sediadas no seu território enquanto tiverem o óptimo (por comparação) nível de vida (adquirido na base dos gritos separatistas de então...) Portugal percebeu que tem que pôr no ficheiro “independência dos povos insulares” a acção do “Pão e Circo”. Cavaco não leu os “dossiers”... Se Cavaco não se quer recandidatar, significa que este texto para nada serve. Será?

Tuesday, May 19, 2009

 
GUERRA CIVIL – PORTUGAL 2010-2012 (por enquanto, conclusão)

Há trinta e cinco anos o país esteve à beira da Guerra Civil? Penso que não e digo isso baseado em factos que ainda devem estar presentes na memória de todos aqueles que assistiram ao derrube do Estado Novo. O 25 de Abril ainda está por explicar... Foi feito pelos filhos do sazalarismo cansados do medo da guerra e da falta de uma orientação da política de promoções na carreira militar. Perdidos por mil, perdidos por mil e quinhentos. Tentar derrubar o regime autocrático-benemerente daria quando muito a expulsão das fileiras e alguns meses de cadeia política. A malta sabia-o e bem. O 16 de Março deu indicações bem claras de como o regime dirigido por Caetano não sabia o que fazer. Julgar os militares desavindos faria deles autênticas vítimas e poderia motivar acções militares à portuguesa. O 28 de Maio tinha ensinado aos mais velhinhos que os castigos não eram ferozes tendo em conta o exemplo da Revolução Russa modelo de insurrectos. Mesmo depois do assassinato do Rei Dom Carlos – 1908 - o que houve foram uma série de escaramuças, com alguns mortos, mas nada que se compare com as vítimas de um fim de semana nacional aliado com uma ponte qualquer. E agora que o Marcelo partiu e que o homem do pingalim tomou formalmente o poder, que fazer? Spínola queria o mesmo com cheirinho a rosas. Aproveitando uma aberta eis que chegam de combóio revolucionários de tarimba que logo em seguida se desentenderam. Álvaro Cunhal - o mais sábio em revoluções e esperto por experiência - começou a piscar os olhos aos soldados e marinheiros. Não teve tempo para os mentalizar e organizar. Senão tínhamos experimentado o modelo sangrento do estalinismo. No 25 de Novembro acabou-se a apetência para um certo tipo de luta de classes a tender para a guerra civil. Um foco aqui outro ali e pronto. É certo que o estrangeiro não interferiu enviando armas e apoio militar para hegemonizar uma ou outra tendência. Nem a novel direita democratizada que gritava viva aqui e viva ali recebeu apoios de qualquer espécie que pudesse ajudá-la a avançar para retomar as regalias perdidas. Havia gente armada com partidos a apadrinhá-la por detrás, mas não era o suficiente para dar origem a uma guerra civil. Tanto a direita desfalcada quanto a esquerda desarmada voltaram-se para o Estado e foi um tal dividir os despojos. Uma certa esquerda roubou que se fartou e uma determinada direita associou-se-lhe. No confronto das duas quadrilhas, o Zé das Couves foi adquirindo benesses de todo o tipo. As minorias étnicas recauchutaram-se. Portugal virou pagode. Mas tudo tem um fim. A pia secou para os mais fracos e os mais fortes estão a ser abatidos aos soluços. As forças da ordem especializaram-se a servir interesses de uma certa classe. Militares, polícias e outras forças paramilitares constituem nos dias de hoje um perigo latente, pois podem, ao actuar, vir a desestabilizar a vida dos portugueses. Como? Reprimindo tudo que altere o programa dos que julgam que o Estado é uma quinta privada. Estas forças de elite enquanto unidas e obedientes constituir-se-ão em forças de repressão. Quando houver cisões internas há que temer o pior. Os desempregados jovens, os imigrantes, certas minorias e os castelos inexpugnáveis onde altos quadros do crime se acoitam são elementos propícios para fazer alastrar o descontentamento. A entrada de armas ilegais nos bigodes da autoridade são indícios de uma justiça feita por mãos próprias. Uma rebelião descentralizada não pode ser facilmente contida. Por enquanto, o Estado, a Igreja e algumas senhoras caridosas vão dando umas sopinhas aqui e ali sempre encaradas pelas estações de tv. Por enquanto, os dinheiros dos impostos vão dando uns subsídios encapotados de falsos empregos. Por enquanto, a corda estica. A revolta nos bairros populares pode servir de exemplo quando faltarem os meios de sobrevivência nos bairros da pobre classe média. O ruralismo português também não ficará de mãos cruzadas. Mesmo no tempo da ditadura – lembremo-nos da Catarina Eufémia – os camponeses também se revoltaram. Haverá policiamento capaz para suprimir uma escalada violenta? A fome é má conselheira. Até o bondoso doutor Salazar disse um dia: “Enquanto houver um lar português sem pão, a revoluçõo continua.” Resta saber a que tipo de revolução se referia aquele querido...



Monday, May 18, 2009

 

ERA HABITUAL BADALHOCAR
Quando Isaltino, questionado pelos “midia” acerca das suas possíveis ilegalidades cometidas no exercício da actividade política, respondeu que toda a gente fazia o mesmo, a maior parte dos políticos em porta-voz dos partidos – há sempre um de serviço 24 horas tal como as massagistas dos anúncios do prazer – gritou bem alto que se tratava de um ultrage. O dr. Isaltino foi ministro e é actualmente autarca de moto-próprio. Pertenceu aos altos quadros do Estado Português. A sua palavra não é a de um qualquer. Teve, tem e terá responsabilidades perante o país. A sua afirmação daria, penso eu, em qualquer Estado Democrático de Direito origem à abertura de um inquérito judicial. (Refiro-me às acusações feitas a outros) Em Portugal isso não acontece. É hábito. É tradição. Penso que esta no período do Estado Novo seria quebrada e o senhor Isaltino iria parar com os costados na cadeia, no tempo, digo, do muito querido e saudoso femeeiro Salazar criador do referido Estado Novo.Será isto pouca vergonha, ou será fruto de sermos um povo de imbecis iletrados? São ambas as coisas. Vejamos por que não está o senhor Isaltino entre grades. Ele disse uma verdade. Então os senhores leitores/as (possíveis) já não se lembram do golpe que deram os deputados nos dinheiros atribuídos à Assembleia da República? Viajavam com as mulheres, as amantes (machos ou fêmeas, não sei nem me interessa), comiam e bebiam como bestas, dormiam em bons hotéis... Outros houve que fingiam que viajavam e ponham o dinheiro ao bolso. A comunicação social ainda deu um cheirinho da coisa, mas como se aproximava a época balnear foram todos a banhos e quando voltaram estava tudo portugalizado: o costume... Ficou tudo abafado, para se respeitar a tradição. “Lá vai ela a tradição, perdão a procissão”, como dizia o Vilarett. Ora, Isaltino fez e disse o que a sua consciência ditou.Não há que reclamar. Ou comem todos ou não há nada para ninguém. Hoje, o bastonário da Ordem dos Advogados deu uma entevista do outro mundo no “24 Horas”. Como nós chafurdamos na trampa há nuito tempo, não damos conta de que o país que nos viu nascer vai descambar. Vamos entrar num período de guerra civil por duas razões possíveis: desemprego e descontrolo das forças da ordem.
PS: continua

Sunday, May 17, 2009

 

PORTUGAL A MEIAS COM A IGREJA DE ROMA NA PALHAÇADA

O Estado Português vive paredes meias com a Igreja Católica, seita judaica com sede em Roma. Melhor dizendo, o Estado português formatou-se no início da sua formação com a conjugação do braço armado do cristianismo imperialista que tinha sede em Roma. Razão essa que permite o domínio da Igreja nos destinos de Portugal. O cristianismo político aproveitou as estruturas dos deuses clássicos fazendo algumas alterações de percurso a fim de o (o cristianismo) adaptar às exigências da expansão que havia de dominar a Europa. A seita cristã subdividiu-se em diversas leituras o que custou a vida a centenas de milhares de vítimas. O mesmo tinha acontecido quando o judaísmo foi perseguido pelos seguidores da nova seita desavinda. O processo religioso faz parte das estruturas biopsicológicas do ser humano. Na maioria dos casos, claro está. Qualquer invenção religiosa serve para satisfazer aquelas estruturas. Cristianismo, hinduísmo, budismo, etc., vai tudo dar no mesmo. Calhou-nos o cristianismo como podia ser outra invenção qualquer. O que é preciso é preencher as necessidades que o homem tem para se dirigir às coisas que desconhece: o além. Não cabe aqui discutir se o deus humanizado pelos cristãos teve dores de barriga ou se limpava o ânus com uma pedra ou pergaminho. O mesmo se aplica à jovem mulher que o pariu e que depois subiu aos céus em corpo e alma e que, lá de vez em quando, descendo à Terra, sobe aos ramos das árvores para falar a crianças analfabetas. Não cabe aqui neste texto saber se Júpiter violava as mulheres fazendo-lhes filhos que depois se consideravam semideuses porque o epíteto de filhos de puta não lhes agradava. O que sabemos é que a religião, melhor, os agrupamentos religiosos que aparecem sempre que um Estado se constitui não deixam de intervir em todos os sectores da actividade. Os interesses são muitos e estão a par dos do Estado. Ambos cobram impostos – embora de sabores diferentes. Ambos têm forças policiais, assassinos a soldo, justiça, educação, assistência social, negócios bancários, etc. Embora, digo, de sabores diferentes. Sabemos que tanto a Igreja quanto o Estado cativam elites intelectuais. Que tanto uma como o outro cobram impostos embora de sabores diferentes para os sutentar e só depois se entregam às suas actividades sociais... Que durante épocas tanto a Igreja quanto o Estado procuram a hegemonia do poder tendo chegado a vias de facto. Outras épocas houve que assinavam pacto de paz, pois esta traz mais lucro do que a guerra. O 25 de Abril trouxe um desequilíbrio nas hostes da Igreja. Fê-la perder capital e hegemonia em relação ao Estado pressupostamente socialista. Com a inteligência que se lhe reconhece, encetou o caminho da recuperação. Fê-la nas barbas dos bandalhocos que tomaram o Estado a salto. Os bandalhocos descuraram a assiência social e ela (a Igreja) pôs-se a fazer o milagre dos pães com muito sucesso. Os bandalhocos descuraram a educação e, a Igreja, mesmo contra as medidas sanitárias e higiénicas quer que as virgens continuem virgens não usando o preservativo. A Igreja condena os gastos sumptuosos do Estado que ofendem os pobres . Entretanto constrói novos templos de elevados custos. Mas como é em honra dos deuses ninguém se atreve a contestar. A Igreja tomou conta daquilo que o Estado não tem capacidade para realizar junto das populações carenciadas. A Igreja aos poucos voltou a ser indiscutivelmente necessária. Ela até escolhe dirigentes políticos. Percebendo que a badalhoca da política está a degradar-se, ei-la a começar a investida final. De conluio com Roma, reorganizou atempadamente a santificação de um guerreiro. Houve festa e até o rei veio à rua... Pouco tempo depois, a estátua do Cristo-Rei fazia cinquenta anos de existência. (Não sei por que é que não chamam imagem ao Cristo-Rei...) A Igreja invadiu a capital paralizando largos sectores da vida dos lisboetas. Trouxe a estátua, melhor a imagem da mãe do Cristo-Rei da Cova da Iria para ambos matarem saudades. As mais altas autoridades do Estado (Sócrates foi excepção... ao menos isso) fizeram parte da peça teatral mistica e até botaram faladura. Nem Aristófanes faria melhor! A Igreja está no terreno. Cuidado com ela, isto é, será bom que a travemos na sua sede e sanha. É que, retomando a Igreja o poder perdido não tarda que tenhamos uma nova PIDE a controlar as nossas mentes. Já que ela abençoava a PIDE na concertação que capou milhões de portugueses. Enfim, eu sou muito estúpido, pois não consigo acreditar em estátuas e nos seus milagres. Se me fosse dada uma centéssima parte da fé do senhor Presidente, gostava de perguntar ao Cristo-Rei o seguinte: se sabias que depois de morreres na cruz ias ressuscitar passados três dias porque pediste ao teu papá que afastasse o cálice da morte? Estavas a representar? Afinal não morreste por todos nós. Seu fingido...

Friday, May 15, 2009

 


manuel melo bento entrevista Varett

mmb - O que tem a dizer da violência exercida sobre Vital Moreira no passado Dia do Trabalhador?
Varett- Devia ter levado coisa que se visse com tomates de Espanha, ovos da França, alhos da Alemanha, nabos da Holanda, laranjas da Grécia, mamas da Eslováquia, batatas da Bélgica, bosta de vaca da Irlanda, bacalhau da Noruega, sapatos da Itália...
mmb- Como assim?
Varett - Em Portugal, os deputados não prestam contas da sua actividade aos eleitores depois de serem eleitos. Esquecem as promessas. São uns badalhocos. Não cumprem com a palavra dada...
mmb – Parece que V. não é civilizado?
Varett – Vou explicar melhor. V. parece estúpido! Por exemplo, na Inglaterra, os deputados eleitos sujeitam-se a prestar explicações pelo que fizeram. Por vezes, levam com ovos chocos nas trombas quando faltam aos compromissos assumidos. Nós, porque sabemos que eles não vão cumprir, antecipamos a acção. Eis a razão por que ele levou um cheirinho.
mmb – Não é só ele que não vai cumprir. Não é justo!
Varett – Deixo aqui o meu apelo aos eleitores. Vamos a eles. Os ovos estão baratos e os tomates também – são importados. Com três eleições à porta vamo-nos fartar de fazer justiça. Não vou aumentar os impostos... Lá vai tomate. Vou aumentar o apoio à terceira idade... Ovos podres. A Virgem falou aos pastorinhos... Lá vão tomates e ovos podres. Esta não era para ser metida aqui. Mas já que está deixa estar. Vou acabar com a corrupção... Lá vai mijo de cabra. E por hoje é tudo. Tenho de ir pincelar. De facto, quem pediu desculpa a Vital Moreira foram os partidos. Os partidos são compostos por deputados. Estará o povo de acordo com o pedido de desculpas? Vamos fazer do “tiro aos deputados” uma atracção turistíca, enquanto o Santo Condestável não abrir uma óptica celestial numa loja de conveniência.
mmb-Este Varett tem cada uma...

Friday, May 08, 2009

 

Varett, 2009,"GOLPE NO VELHO", acrílico s/cartão água.

Thursday, May 07, 2009

 

Observadores alados visitam o estúdio de Varett em Lisboa.

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Saturday, May 02, 2009

 


ANTERO, o trabalhador... por Varett

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