Thursday, February 22, 2007

 


O QUE DE MIM SE DESCOBRE

Levanto-me eleito de um Sol
de outros,
sendo também eleitos na vida
mais do que nas sombras fechadas
das fábricas
testemunho de prisão
de perversa condição
de ser;
pesquisa antropocêntrica
lívida
social de ordenamento;
território de permanente sucção
fértil de egoísmos
fechados e rebeldes
ao sermos na distância
carreiros de preconceitos escuros e nados
no inato dos tempos;
tosco
conjugado arcaboiço de classe
que mantendo-se se altera
orientado para desencontros
que nem todos vêem.

Os mais justos que justos são
no confronto entre o si e o outro?

O que tolera não expande
para além da linha do Eu que predetermina
a burocracia do fazer.
O que tolera não mente mas falseia.

Apeio-me da mesa de todos os banquetes
e fujo de mim querendo que tudo
a mim volte.
Passe para circular na consciência
de todas as acusações.

E vens tu que sou eu
condenar-me
com códigos de prisões para me libertares.

Exame de consciência
legítimo exercício simples e higiénico
com que encaro os dias cinzentos.

E quero eu parar o tempo do futuro
para fazer justiça do quanto é fácil fazer egoísmo.

Recriar, reconstruir…….




Comments:
"O que tolera não mente mas falseia".
Bem visto!
Será que o fleumático fair-play se enquadra neste conceito?
 
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