Sunday, March 16, 2008

 


FATAL COMO O DESTINO
A velha segurança no emprego está prestes a tomar o rumo dos fósseis. Para quem trabalha no Estado havia - e ainda há - aquela sensação de estarmos “bem da vida”. É pouco o que se aufere (para a generalidade dos funcionários, claro), mas é um descanso. É com o pouco que se ganha que se constrói a frente de combate às despesas domésticas. Quem se sente mal pago a trabalhar para tal patrão procura dar o salto para a privada ou, na pior das hipóteses emigra. Claro, que isto é falar por falar, porque mesmo mal pagos os funcionários públicos não tencionam saltar. É que, nos dias de hoje, sair de um lugar cativo para ir à procura de melhores proventos é um suicídio económico. Espera-nos um verdadeiro deserto ou a ilusão de um emprego base do discurso de todos os políticos que como sabemos se caracteriza por criar um sonho no eleitorado. No caso português, o “indeterminismo” do actual sistema económico organiza nas mentes experimentadas, pelas carências e penúria de há centenas e centenas de anos, uma sensação de desequilíbrio e de instabilidade. Muito poucos funcionários se sujeitam a aprender mais para ganhar mais. As oportunidades são, também, poucas. Concursos para subir de escalão são, em certa medida, verdadeiros “bluffs”. Nas Finanças existem, por exemplo, provas ou exames para se subir na carreira. Mas, mesmo assim, foi necessário que o Governo fosse requisitar fora um técnico “altamente qualificado” para esmifrar mais uns tostões à malta. Não é preciso dizer mais nada para se perceber o sentido da requisição. Não se viu manifestações dos “financistas” em parte alguma... O resultado foi estupendo para o Governo... Se a moda pega no Ministério da Educação, também, não estou a ver nenhuma manifestação se se utilizasse o mesmo critério... No Ministério da Educação somos todos funcionários públicos. E nos outros ministérios é a mesma coisa. Estou seguro, não chateiem! Não foi há muito que o Ministério da Agricultura também começou a limpar os excedentes. Percebe-se o que este Governo da Nação está a pretender: modernizar o funcionamento das estruturas do Estado para acompanhar a velocidade de uma certa Europa. O resultado final é simples de adivinhar: o seu peso mínimo para dar folga ao orçamento. E depois? Depois será a grande bronca se a sociedade civil não engolir o grosso da manada. A esperança do executivo é que tal aconteça à imagem da Irlanda. Fome e porrada nos próximos dez anos para depois se sentir a economia folgar. É um risco querer copiar-se outras gentes e outros modos de estar na vida. É uma espécie de tiro no escuro. A nossa cultura mediterrânica – creio – não se vai adaptar a este modelo. É que ainda há a explorar a tese socialista (leia-se colectivista) que o Partido Comunista e o recém lavadinho Bloco de Esquerda estão a querer levar a efeito. Melhor dizendo, o Estado Português não pode ficar de fora do processo económico em curso e terá de voltar a ser o Estado Providência aglutinado com o Estado Previdência para bem do povo. Ora, habituados ao pouco e à carência e com uma perspectiva de vida sem grandes horizontes nada melhor do que apoiar a tese da esquerda. Leia-se Partido Comunista. O Bloco de Esquerda que se diz à esquerda do PC, na altura em que este “subir” irá retomar o lugarzinho do colectivismo de direita. A esquerda em Portugal é hoje o PC. O BE é aquela garantia de o travar tão ao gosto deste povo cristão que se irá render a um Jerónimo de Sousa cada dia mais íntimo das casas dos que vêem a vida a andar para trás. O PS, o PSD e o PP são a direita portuguesa do poder de experiência feita que desgostou o país. Se as sondagens dão positivo às medidas do governo de Sócrates isso deve-se ainda àquela necessidade que este povo tem que lhe tirem o pão para lhe darem a falsa segurança do chicote. O PC está a transformar-se a olhos vistos numa consciência nacional. Porém, ainda de forma abstracta, pois falta-lhe o apoio de uma força física que materialize o seu projecto. Por enquanto - e a dar-lhe força está o facto de eles, os comunistas, não ofenderem a opinião pública com os disparates sociais que retiraram da mesa dos portugueses a tal base de suficiência que dá para se viver e respirar normalmente. Por outro lado há, também, a temer a estratégia (velha) do PC em não querer ofender quem está no meio e que aguenta este Estado burguês-gordo (para alguns). Estou-me a referir a um órgão de soberania e às forças físicas que o suportam... que em determinada altura só terão de mudar o sentido de actuação.
Nota final: um Estado do estilo português sem funcionários públicos acaba mal. Muito mal mesmo. Perguntem ao ressuscitado Salazar, o bondoso ditador.
mmb

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